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Fundamentos da espectroscopia FTIR

A espectroscopia de infravermelho por transformada de Fourier (FTIR) é um dos métodos mais versáteis para determinar a composição de um material. Ela mede a absorção de radiação na região do infravermelho médio por uma amostra e converte esses dados em um espectro. Como as ligações moleculares vibram em energias características, o espectro atua como uma impressão digital química e pode ser usado para identificação, comparação e análise quantitativa. A espectroscopia FTIR é amplamente utilizada por ser rápida, informativa e aplicável a amostras sólidas, líquidas, em pó e gasosas.[1]

O que é espectroscopia FTIR?

A espectroscopia de infravermelho estuda a interação da radiação infravermelha com a matéria. Ela se baseia na capacidade de quase todas as moléculas de absorver radiação infravermelha em comprimentos de onda específicos. Cada molécula apresenta bandas de absorção características, muitas vezes associadas a seus grupos funcionais. Essas características podem ser usadas como uma "impressão digital" para identificar substâncias. Um espectrômetro de infravermelho mede essas absorções e gera um espectro de infravermelho, que pode ser usado para identificar compostos químicos e determinar sua estrutura.[6]

Na prática, a região mais importante é a do infravermelho médio, normalmente entre 4.000 e 400 cm⁻¹. 

A espectroscopia de infravermelho por transformada de Fourier (FTIR) é a técnica predominante na espectroscopia de infravermelho e, nos últimos anos, substituiu os espectrômetros dispersivos por combinar rapidez, boa sensibilidade e excelente precisão de número de onda.[1]

Propriedades da luz

A luz é uma forma de radiação eletromagnética que apresenta tanto propriedades ondulatórias quanto corpusculares (“fótons”). As ondas de luz geralmente são descritas matematicamente por uma função cosseno, cujos dois parâmetros característicos mais importantes são o comprimento de onda (distância entre duas cristas ou dois vales consecutivos) e a amplitude (altura da onda em relação à linha de base).

Para uma discussão detalhada sobre este assunto, consulte "O que é a luz – partícula ou onda?"
A radiação eletromagnética se propaga pelo espaço e transporta energia eletromagnética. Essa energia é proporcional à frequência de oscilação ν, que se relaciona ao comprimento de onda λ por meio da velocidade da luz c (Equação 1):
 

Portanto, a energia E transportada por uma onda luminosa (ou fóton) é tanto maior quanto maior for a frequência ou, alternativamente, quanto menor for o comprimento de onda (Equação 2).

Por razões históricas, os espectroscopistas também costumam usar o número de onda ṽ, definido como o inverso do comprimento de onda. O número de onda é diretamente proporcional à energia do fóton (Equação 3) e, em geral, é expresso em centímetros recíprocos (cm⁻¹) para gerar valores mais fáceis de ler.

A descrição acima se aplica a uma única onda de luz ou a um fóton. No entanto, um feixe de luz é composto por muitas ondas luminosas de diferentes frequências, que se propagam na mesma direção. Cada frequência contribui para o feixe com uma intensidade I (isto é, um determinado número de fótons por unidade de tempo). A intensidade de um feixe de luz é a grandeza efetivamente medida pelo detector de um espectrômetro.

A distribuição das intensidades em todas as frequências constitui o espectro do feixe de luz. Apenas uma pequena parte dessas frequências pode ser percebida pelo olho humano (“luz visível”). Outras regiões espectrais incluem as micro-ondas, o infravermelho, o ultravioleta (UV) e os raios X (Röntgen). A espectroscopia no infravermelho utiliza radiação infravermelha (IV) para excitação.[8],[9],[10]
 

Os espectroscopistas geralmente utilizam o número de onda, pois ele está diretamente relacionado à energia e fornece valores práticos para o eixo x. Por convenção, os espectros no infravermelho são apresentados com números de onda altos à esquerda e números de onda baixos à direita.

O que um espectro de FTIR mostra?

Um espectro infravermelho é um gráfico da intensidade medida em função do número de onda. Quando o espectro é expresso em absorbância, os picos apontam para cima e indicam as regiões em que a amostra absorveu radiação infravermelha. Quando esses mesmos dados são apresentados em transmitância, os picos apontam para baixo. Para a maioria das análises, a absorbância é preferida, pois é a base adequada para a análise quantitativa, a subtração espectral e a busca em bibliotecas espectrais. 

Cada pico corresponde a uma vibração molecular associada a um grupo funcional. O padrão geral indica a estrutura química da amostra. Por isso, a FTIR é frequentemente descrita como um método de identificação por impressão digital. Ao mesmo tempo, a altura do pico se relaciona à concentração segundo a lei de Beer–Lambert:

 A = absorbância 
ε = constante (absortividade) 
l = comprimento do caminho óptico 
c = concentração 

Essa combinação torna a FTIR útil não apenas para identificar materiais, mas também para medir quanto de um componente está presente.
 

Como funciona um espectrômetro FTIR?

Um espectrômetro FTIR é composto pelos seguintes componentes:

  • Fonte de radiação
  • Interferômetro com divisor de feixe
  • Célula de amostra
  • Detector
  • Unidade de processamento para a transformada rápida de Fourier

O componente central de todo espectrômetro FTIR é um interferômetro. Em vez de separar a luz em comprimentos de onda individuais por meio de fendas e redes de difração, o divisor de feixe do interferômetro divide o feixe em dois caminhos ópticos, varia a diferença de caminho óptico entre eles com um espelho móvel e depois os recombina. Antes de atingir o detector, a radiação infravermelha atravessa a amostra no compartimento da amostra, onde vibrações moleculares específicas absorvem comprimentos de onda característicos dessa radiação. Como resultado, a radiação transmitida contém as informações de absorção da amostra. O detector registra a variação do sinal na forma de um interferograma. Uma operação matemática, a transformada de Fourier, converte esse interferograma em um espectro convencional.

Na rotina analítica, o instrumento mede primeiro um espectro de fundo e, em seguida, um espectro da amostra. Ao calcular a razão entre ambos, elimina-se a maior parte das contribuições do instrumento e do ambiente, restando o espectro da amostra. Um laser integrado atua como referência interna para o número de onda, o que explica, em parte, a alta reprodutibilidade das posições dos picos em FTIR.

Essa configuração garante que mais radiação chegue ao detector, que todos os comprimentos de onda sejam medidos simultaneamente e que as medições de número de onda permaneçam precisas graças à referência do laser.

Essas são as principais razões pelas quais, na rotina de laboratório, instrumentos de espectroscopia FTIR podem oferecer desempenho superior ao de sistemas dispersivos de infravermelho mais antigos.

Por que moléculas absorvem radiação infravermelha?

Na espectroscopia de IV, a absorção de radiação infravermelha excita as vibrações moleculares. Isso provoca alterações nos comprimentos e nos ângulos de ligação da molécula. Há duas categorias principais de vibrações (ver Figura 4)[2]:

  1. Vibrações de valência (vibrações de estiramento): envolvem variações no comprimento das ligações entre os átomos

    • Estiramento simétrico: todos os átomos envolvidos se aproximam ou se afastam simultaneamente
    • Estiramento assimétrico: um átomo se aproxima de outro, enquanto o outro se afasta

     

  2. Vibrações de deformação (flexão): envolvem alterações nos ângulos de ligação.
    • Flexão: dois átomos se aproximam ou se afastam um do outro, sem alterar os comprimentos de ligação
    • Abanamento: os átomos oscilam para frente e para trás no mesmo plano
    • Balanço: o movimento ocorre fora do plano molecular
    • Torção: movimento rotacional em torno de um eixo de ligação

Número de graus de liberdade

O exemplo mais simples de molécula é um sistema diatômico, como o oxigênio molecular (O2), o nitrogênio (N2) ou o monóxido de carbono (CO). Essas moléculas têm apenas um grau de liberdade vibracional ao longo do eixo da ligação, pois os dois átomos só podem se mover um em relação ao outro ao longo do eixo internuclear. Esse movimento é chamado de vibração de estiramento, também chamada de vibração de valência.[3] Em moléculas poliatômicas, a presença de mais átomos permite modos vibracionais independentes adicionais. Esses movimentos são chamados de modos normais. O número de modos normais depende das possibilidades de movimento de cada átomo. Cada átomo possui três graus de liberdade, correspondentes ao movimento nas três direções espaciais. Uma molécula com N átomos possui, portanto, um total de 3N graus de liberdade.[3],[4] Como os átomos em uma molécula estão ligados quimicamente, eles não podem se mover de forma totalmente independente. Ao mesmo tempo, a molécula não é rígida, de modo que movimentos relativos entre os átomos são possíveis. Assim, o total de graus de liberdade de uma molécula pode ser dividido da seguinte forma[4]:

  • Três graus de liberdade correspondem à translação (isto é, ao movimento de toda a molécula nas direções x, y e z).
  • Dois graus de liberdade (em moléculas lineares) ou três (em moléculas não lineares) correspondem à rotação em torno dos eixos espaciais.
  • Os graus de liberdade restantes estão associados ao movimento vibracional dos átomos dentro da molécula. Isso significa que moléculas lineares têm 3N−5 modos vibracionais, enquanto moléculas não lineares têm 3N−6 modos vibracionais.[5]

Um exemplo é a molécula linear de dióxido de carbono (CO2), composta por três átomos. Portanto, ela tem 3 × 3 − 5 = 4 modos vibracionais, incluindo as vibrações de estiramento simétrico e assimétrico, além de duas vibrações de deformação angular, uma no plano e outra fora do plano do diagrama. Já a molécula angular de água (H2O), também composta por três átomos, apresenta 3 × 3 − 6 = 3 modos vibracionais.

Tipos de vibração e seus efeitos na região de absorção

O grupo carbonila é um grupo funcional comum em química e, devido ao seu momento de dipolo permanente, origina bandas muito características associadas à vibração de estiramento da ligação C=O. O número de onda dessa banda (ou dessas bandas) é fortemente influenciado pelo ambiente químico ao redor do grupo carbonila. Efeitos de deslocalização podem alterar a força da ligação C=O, provocando um deslocamento da banda no infravermelho. As faixas típicas de número de onda de vários grupos funcionais são apresentadas na Tabela 2 e na Figura 6.[9]

ν̃ [cm−1]Vibração
3,600–2,500Vibração de estiramento O–H
Vibração de estiramento N–H
Vibração de estiramento C–H
2,500–1,900Vibração de estiramento C≡C
Vibração de estiramento C≡N
Vibração de estiramento X=Y=Z
1,900–1,400Vibração de estiramento C=C
Vibração de estiramento C=O
Vibração de estiramento C=N
Vibração de estiramento N=O
Vibração de deformação N–H
1,400–400Região de impressão digital

Tabela 2: Visão geral das principais vibrações.[9]

O que determina a qualidade do espectro?

Um bom espectro de FTIR vai além de um conjunto de picos. Ele também deve apresentar uma linha de base plana, picos com altura adequada, baixo ruído e o menor número possível de artefatos. Dois parâmetros são particularmente importantes: resolução e número de varreduras.

Resolução
A resolução indica quão bem picos muito próximos podem ser separados. Uma resolução mais alta revela mais detalhes, mas também aumenta o ruído do espectro e o tempo de medição. Como regra prática, sólidos e líquidos costumam ser medidos com resolução de 8 cm⁻¹ ou 4 cm⁻¹, enquanto gases frequentemente exigem 2 cm⁻¹ ou melhor, pois suas bandas são muito mais estreitas.

Número de varreduras 
A relação sinal-ruído melhora aproximadamente com a raiz quadrada do número de varreduras. Isso significa que adquirir mais varreduras pode facilitar a visualização de picos fracos, embora o ganho adicional diminua progressivamente. Na prática, essa é uma das formas mais simples de melhorar um espectro de qualidade marginal.

Artefatos comuns
Os artefatos de FTIR mais comuns são o vapor de água e o dióxido de carbono. Como o espectro de fundo e o da amostra são medidos em momentos diferentes, pequenas variações na atmosfera no interior do instrumento podem introduzir bandas gasosas adicionais no espectro final. Essas bandas podem ser positivas ou negativas, conforme a concentração do gás tenha aumentado ou diminuído entre as duas medições.[1]

Métodos de amostragem em FTIR

Uma grande vantagem da espectroscopia FTIR é que os métodos de amostragem de rotina exigem pouca preparação da amostra. 
Os três principais métodos de amostragem são:

  • Transmissão
  • Reflexão total atenuada (ATR)
  • Refletância especular e espectroscopia de refletância difusa no infravermelho por transformada de Fourier (DRIFTS)

Transmissão

Os métodos de transmissão são amplamente aceitos, pois podem gerar espectros de excelente qualidade, com linhas de base planas e bandas bem definidas. Além disso, apresentam ampla aplicabilidade. No entanto, a principal limitação desses métodos é o problema da opacidade: a amostra deve ser suficientemente fina ou diluída para que a absorção de luz não seja nem insuficiente nem excessiva. 

Amostras sólidas são frequentemente prensadas em pastilhas de KBr, enquanto amostras líquidas são colocadas em células de transmissão com caminho óptico de 25 µm a 200 µm. Amostras gasosas exigem células específicas, com caminho óptico muito mais longo, de 5 cm a 20 m.[1]

ATR

A reflexão total atenuada (ATR) tornou-se o método de amostragem de uso geral mais utilizado em FTIR, pois permite analisar sólidos, pós e líquidos sem exigir preparo de amostra. 

Na ATR, o feixe de infravermelho é refletido internamente em um cristal, gerando uma onda evanescente que penetra apenas alguns micrômetros na amostra. 

A ATR com cristal de diamante é altamente versátil, pois o diamante é quimicamente resistente, mecanicamente robusto e difícil de riscar. Em análises de rotina, a ATR com cristal de diamante costuma ser a primeira técnica testada.[6]
 

DRIFTS e refletância especular

Para pós e sólidos com superfície rugosa, a refletância difusa (DRIFTS) pode ser uma opção útil. Para superfícies metálicas lisas ou revestimentos sobre metais brilhantes, a refletância especular e os métodos de refletância-absorbância são particularmente úteis. Essas técnicas podem reduzir o tempo de preparação, mas, em geral, são mais sensíveis às condições da superfície e podem gerar espectros mais ruidosos do que medições de transmissão bem executadas.

Em termos práticos, a regra geral é simples: para sólidos, pós, polímeros, líquidos e semissólidos, o ATR costuma ser a primeira escolha; para gases, as células de transmissão de gases continuam sendo o método padrão.[1]

Para que serve FTIR?

Em geral, a FTIR é utilizada para responder a três tipos de perguntas. 

  • Identificação: que material é este?
  • Verificação: esses dois materiais são idênticos? 
  • Quantificação: quanto de determinado componente está presente?

Essas categorias cobrem grande parte das rotinas industriais e laboratoriais, desde a inspeção de materiais recebidos até a análise de contaminações e o controle de formulações.

Em análises quantitativas, a espectroscopia FTIR utiliza referências de calibração e a lei de Beer. Uma vez estabelecida uma calibração adequada, o espectro de uma amostra desconhecida pode ser usado para prever a concentração. Na prática, o sucesso depende da seleção adequada das bandas, de uma preparação apropriada da amostra e de condições de medição estáveis.

A FTIR também é utilizada para monitorar alterações químicas, comparar lotes, identificar resíduos, analisar revestimentos e polímeros e investigar falhas.[1]

Vantagens e limitações do FTIR

A FTIR se destaca pela combinação robusta de vantagens: é amplamente aplicável, fornece informações detalhadas, é relativamente rápida, apresenta custo relativamente baixo em comparação com muitas técnicas analíticas de ponta e oferece sensibilidade adequada para uma ampla gama de aplicações rotineiras e avançadas. 

No entanto, é igualmente importante conhecer suas limitações. Algumas espécies não são diretamente detectáveis no infravermelho médio, incluindo espécies monoatômicas e moléculas diatômicas homonucleares, como N2 ou O2. Misturas complexas podem ser difíceis de analisar devido à sobreposição de bandas. O vapor de água atmosférico e o CO2 podem introduzir artefatos. Por fim, a escolha do método de amostragem pode influenciar fortemente a qualidade e a interpretabilidade dos resultados.

Conclusão

A espectroscopia FTIR é poderosa porque transforma uma interação física simples – a absorção de luz infravermelha pelas vibrações das ligações químicas – em informações químicas úteis. Com uma boa compreensão dos conceitos básicos de número de onda, interferometria, qualidade espectral e amostragem, a FTIR se torna uma ferramenta altamente eficiente para análises de rotina. Para a maioria das amostras de rotina, a ATR torna a FTIR particularmente acessível. Para gases, análises quantitativas mais exigentes ou tipos especiais de amostra, a transmissão e outros métodos especializados continuam sendo essenciais.
 

Referências

[1] Smith, B. C. Fundamentals of Fourier Transform Infrared Spectroscopy, 2nd ed.; CRC Press: Boca Raton, 2011.
[2] Günzler, H.; Gremlich, H.-U. IR-Spektroskopie: eine Einführung, 4., vollständig überarb. und aktualisierte Aufl.; Wiley-VCH GmbH & Co. KGaA: Weinheim, 2003.
[3] Spektrum.de. Freiheitsgrad – Lexikon der Physik. https://www.spektrum.de/lexikon/physik/freiheitsgrad/5308 (acesso em: 05/02/2025).
[4] Stephan, K.; Mayinger, F. Thermodynamik: Band 2: Mehrstoffsysteme und chemische Reaktionen. Grundlagen und technische Anwendungen, 14. Aufl.; Springer Berlin Heidelberg: Berlin, 1999. https://doi.org/10.1007/978-3-662-10522-1.
[5] Landau, L. D.; Lifšic, E. M.; Sykes, J. B.; Bell, J. S. Mechanics, 3rd rev. and enl. ed.; Course of Theoretical Physics; Pergamon Press: Oxford, 1976.
[6] Mirabella, F. M., Ed.; Internal Reflection Spectroscopy: Theory and Applications; Marcel Dekker: New York, 1993. 
[7] Clayden, J.; Greeves, N.; Warren, S. G. Organische Chemie, 2. Aufl.; Glauner, F., Mühle, K., Saal, K. von der, Transl.; Lehrbuch; Springer Spektrum: Berlin, 2017. https://doi.org/10.1007/978-3-642-34716-0.
[8] Hollas, J. M. Modern Spectroscopy, 4th ed.; John Wiley & Sons: Chichester, 2004.
[9] Long, D. A. The Raman Effect: A Unified Treatment of the Theory of Raman Scattering by Molecules; John Wiley & Sons: Chichester, 2002.
[10] McCreery, R. L. Raman Spectroscopy for Chemical Analysis; John Wiley & Sons: New York, 2000.
[11] Britannica Editors. Electromagnetic Spectrum. Encyclopedia Britannica. https://www.britannica.com/science/electromagnetic-spectrum (acesso em: 30/03/2026).